é buscar a si mesmo.
Digo isso não por achar que sou o exemplo de perfeição, mas sim, por acreditar que aos olhos de cada um, o perfeito nada mais é do que suas qualidades ampliadas e seus defeitos em suas formas opostas.
Por isso que sentimos a perfeição dentro de nós, a plenitude somente quando encontramos quem nos completa.
Não é que a perfeição é o ser. Longe disso.
Sim é ver no outro o que deseja em si, e que quando ele está por perto ter os sentidos tão inebriados a ponto de não saber aonde começa você e termina o outro. Vai além do sentido carnal é perder-se em um olhar, embriagar-se em um perfume, voar dentro de uma risada e perder o fôlego com um singelo toque em sua face.
O respeito conquistado simplesmente pelo fato do outro existir e respeitá-lo, a admiração tamanha e a atenção a detalhes da vida observados somente por você até então.
Companheirismo das risadas, lágrimas, e desespero, dos beijos, abraços e noites intermináveis.
O conhecer vendo tanto de si e tanto a admirar e querer contido.
Redescobrir é também como uma nova descoberta, vendo detalhes dentro do outro que antes não via, assistir os hábitos do dia a dia e ver ali pequenos trejeitos que hipnotizam somente por você. Piadas e broncas, coisas simples, todavia que lhe importam tanto.
Essa perfeição apresenta tantas coisas boas que junto traz o medo, o grande medo irracional de perder aquilo que realmente não é seu. Afinal é uma via de duplo sentido onde o que se passa com um passa com o outro, é uma troca, troca tão grande e tamanha.... Leva a loucura.
A louca idéia de possessão é tão palpável.
Entretanto, nada é seu, nada é meu, e sim tudo é nosso... Tudo é da perfeição. Perfeição do completar de dois seres, perfeição representada pela palavra: amor.

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